Malária cresce mais de 180% em município do Acre, mesmo com queda no estado
🗓️ 25/02/2026 – 21h30 | 🔄 Atualizado às 22h15 | ⏱️ 4 min de leitura
Boletim epidemiológico revela alta expressiva de casos de malária em Plácido de Castro, contrastando com tendência de queda da doença no estado do Acre
O município de Plácido de Castro, no estado do Acre, registrou um aumento superior a 180% nos casos de malária em 2025, mesmo com uma redução geral dos números da doença na região. Os dados constam no mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), e mostram um cenário preocupante em nível local, enquanto o estado como um todo apresenta queda nos casos da doença.
Embora o estado do Acre tenha reduzido o número total de infecções de malária de 5.497 em 2024 para 3.357 em 2025 (uma queda de cerca de 38,9%), a situação em Plácido de Castro foge dessa tendência. No município, os casos passaram de 98 para 278 no mesmo período, um crescimento que chama atenção das autoridades de saúde.
📉 Queda geral no estado, mas alta localizada surpreende
O Acre havia apresentado redução nos registros da doença no último ano, fruto de ações de prevenção e controle que incluem distribuição de medicamentos, intensificação no diagnóstico precoce e mutirões de combate ao mosquito Anopheles, transmissor da malária. Apesar desse cenário positivo, a realidade específica de Plácido de Castro indica que esses esforços não foram igualmente eficazes em todas as localidades.
Especialistas em saúde pública afirmam que a distribuição irregular de casos pode estar relacionada a fatores como dificuldades no acesso aos serviços de saúde, condições ambientais que favorecem a proliferação do mosquito e flutuações na vigilância epidemiológica local. Entretanto, pesquisas e análises detalhadas ainda são necessárias para entender o motivo exato da disparidade entre os números gerais e os registrados no município.
🦟 O que é malária e como ela é transmitida
A malária é uma doença causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida pela picada do mosquito Anopheles. Os sintomas incluem febre alta, calafrios, dores musculares e, em casos graves, pode causar complicações sérias ou óbito se não for tratada rapidamente. Embora o Acre tenha conseguido reduzir os indicadores gerais da doença, áreas com alta incidência reforçam a importância de próximas ações de vigilância e controle.
O controle da malária depende de ações contínuas, incluindo manejo ambiental para reduzir água parada, uso de inseticidas em áreas de risco, acesso rápido a diagnóstico e tratamento e campanhas educativas para a população. Autoridades de saúde enfatizam que a colaboração entre municípios e o Estado é vital para reduzir a transmissão em toda a região.
📍 Próximos passos para combater a alta de casos
Diante da situação, equipes de saúde pública no Acre devem intensificar a vigilância epidemiológica em Plácido de Castro e outras áreas com maior registro de casos. A Sesacre poderá ampliar ações de campo, reforçar o atendimento às famílias afetadas e coordenar campanhas de prevenção com saúde comunitária e agentes de endemias locais.
Além disso, gestores de saúde devem monitorar possíveis mudanças climáticas e ambientais — que influenciam diretamente o ciclo dos mosquitos transmissores — para ajustar as estratégias de combate à malária ao longo do ano.
Redação UltimaBrasil
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