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STF manda prender ex-assessor de Bolsonaro por violar proibição de uso das redes sociais

🗓️ 03/01/2025 – 23h00 | 🔄 Atualizado às 23h30 | ⏱️ 4 min de leitura


Decisão do ministro Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de Filipe Martins após descumprimento de medida cautelar imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

STF determina prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, por descumprir proibição de uso das redes sociais
Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, teve prisão preventiva decretada pelo STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta sexta-feira (3), a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, após constatação de que Martins descumpriu uma medida cautelar que o proibia de utilizar redes sociais.

Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o dia 26 de dezembro de 2025, mas, segundo o STF, voltou a usar plataformas digitais, o que motivou a revogação do benefício e a conversão da pena em prisão preventiva.


Uso de redes sociais motivou decisão

De acordo com o despacho do ministro Alexandre de Moraes, ficou comprovado que o ex-assessor utilizou redes sociais mesmo estando expressamente proibido pela Justiça. A própria defesa de Filipe Martins reconheceu o uso das plataformas, o que reforçou a decisão do Supremo.

No entendimento do ministro, não houve justificativa legal para o descumprimento da medida cautelar. Moraes destacou que os argumentos apresentados pela defesa não afastam a infração cometida.

“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”, afirmou o ministro no despacho.


Argumento da defesa foi rejeitado

A defesa de Filipe Martins alegou que o uso das redes sociais teria ocorrido apenas para “preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa”. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes considerou a justificativa inadequada e sem respaldo jurídico.

Segundo o STF, a proibição de uso das redes sociais fazia parte das condições impostas para garantir o cumprimento da decisão judicial e evitar novas infrações. O descumprimento, portanto, caracterizou violação direta das regras estabelecidas.


Condenação no caso da trama golpista

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do chamado núcleo 2 da trama golpista. O processo apurou a participação de integrantes do governo Bolsonaro em ações consideradas ilegais após as eleições de 2022.

Segundo a decisão do STF, Martins esteve envolvido na elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que previa medidas para romper a ordem democrática no país. Ele também foi apontado como participante do monitoramento de autoridades e de um plano de assassinato de figuras públicas.


Articulação para interferir nas eleições de 2022

Além da elaboração da minuta, o ex-assessor foi condenado por atuar na articulação dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o deslocamento e o voto de eleitores da Região Nordeste durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

De acordo com o Supremo, essas ações tinham como objetivo interferir no processo eleitoral e favorecer o então presidente Jair Bolsonaro, o que foi considerado uma grave violação à democracia e ao Estado de Direito.


STF reforça rigor no cumprimento das medidas

A decisão de Alexandre de Moraes reforça o entendimento do STF de que medidas cautelares devem ser cumpridas de forma integral. O descumprimento, mesmo que parcial, pode resultar em sanções mais severas, como a prisão preventiva.

Para a Corte, o uso indevido de redes sociais por investigados ou condenados representa risco à ordem pública e ao andamento dos processos judiciais, especialmente em casos de grande repercussão nacional.


Caso segue sob responsabilidade do Supremo

Com a nova decisão, Filipe Martins deixa de cumprir prisão domiciliar e passa a cumprir prisão preventiva, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal. O caso segue sob acompanhamento do STF, que poderá adotar novas medidas conforme o andamento do processo.

A prisão do ex-assessor ocorre em meio a uma série de decisões da Corte relacionadas aos desdobramentos da tentativa de ruptura institucional investigada após as eleições de 2022.


Redação UltimaBrasil

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