Tiros são ouvidos perto do Palácio de Miraflores após drones sobrevoarem área restrita na Venezuela
🗓️ 06/01/2026 – 13h00 | 🔄 Atualizado às 13h35 | ⏱️ 4 min de leitura
Polícia afirma que disparos foram feitos para conter drones não autorizados e garante que situação no país está sob controle

Tiros foram ouvidos na noite desta segunda-feira (5) nas proximidades do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela. De acordo com informações divulgadas por fontes do governo venezuelano, a polícia disparou contra drones que estavam voando sem autorização na área considerada de segurança máxima.
Segundo uma fonte oficial, não houve confronto nem registro de feridos durante a ocorrência. Em declaração a correspondentes internacionais, a autoridade afirmou que “não ocorreu nenhum enfrentamento” e garantiu que “todo o país se encontra em total tranquilidade”, apesar do susto causado aos moradores da região.
O caso aconteceu poucas horas após dois fatos que aumentaram a tensão política no país: a captura do ex-líder Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos e a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.
Disparos foram ouvidos após as 20h
Moradores que vivem nas redondezas do Palácio de Miraflores relataram ter ouvido os disparos logo depois das 20h, no horário local — 21h em Brasília. O som chamou atenção pela intensidade e pela sequência rápida de tiros.
“Parecia que estavam acontecendo explosões em sequência”, contou um morador que vive a cerca de cinco quarteirões do palácio. Segundo ele, a primeira reação foi tentar entender se havia algum tipo de aeronave sobrevoando a região. “Olhei para o céu para ver se havia aviões, mas não havia nenhum”, relatou.
O mesmo morador disse ter visto duas luzes vermelhas no céu pouco antes de os disparos cessarem. Ele preferiu não se identificar, mas contou que toda a movimentação durou cerca de um minuto, tempo suficiente para causar apreensão entre os moradores.
Governo diz que não houve confronto
Fontes oficiais explicaram que os tiros foram uma medida de segurança para conter a presença de drones que estavam circulando sem autorização em uma área sensível do governo venezuelano.
De acordo com essas informações, os drones foram identificados pelas forças de segurança e considerados uma possível ameaça à integridade do Palácio Presidencial. A polícia, então, realizou disparos para afastar ou neutralizar os equipamentos.
As autoridades reforçaram que não houve troca de tiros com pessoas nem qualquer tipo de ataque direto ao palácio. A ação, segundo o governo, foi apenas preventiva e teve como objetivo garantir a segurança da sede do poder executivo.
Imagens mostram movimentação policial
Vídeos aos quais a agência AFP teve acesso mostram o Palácio de Miraflores às escuras durante o episódio. Nas imagens, é possível ver o que parecem ser projéteis traçantes cruzando o céu, além de agentes da polícia circulando nas imediações do prédio.
A presença reforçada das forças de segurança também foi notada por quem mora na região. Viaturas e agentes passaram a ocupar pontos estratégicos logo após os disparos, aumentando a sensação de alerta, mesmo com a garantia oficial de que a situação estava sob controle.
Clima político aumenta tensão
O episódio ocorre em um momento delicado da política venezuelana. Pouco antes dos tiros serem ouvidos, foi confirmada a captura do ex-líder Nicolás Maduro durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, fato que gerou grande repercussão internacional.
Além disso, horas depois da operação, Delcy Rodríguez assumiu oficialmente como presidente interina do país, em meio a um cenário de transição marcado por incertezas e expectativa sobre os próximos passos do novo governo.
Esses acontecimentos ajudaram a criar um clima de atenção redobrada em Caracas, especialmente em áreas ligadas ao poder central, como o Palácio de Miraflores, que já vinha sendo monitorado com maior rigor pelas forças de segurança.
Autoridades pedem calma à população
Apesar do susto, o governo venezuelano reforçou que não há motivo para pânico. Segundo as autoridades, o episódio não representa uma ameaça à população nem indica instabilidade imediata no país.
A orientação oficial é para que os moradores mantenham a rotina normalmente e confiem nas informações divulgadas pelos canais institucionais. O reforço da segurança, segundo o governo, faz parte de um protocolo padrão diante de situações consideradas atípicas, como o uso de drones sem autorização em áreas estratégicas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a origem dos drones nem sobre quem seria responsável por operá-los.
Redação UltimaBrasil
