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Caso Banco Master: Polícia Federal encerra acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB

Brasília | UltimaBrasil
🗓️ 30/12/2025 – 21h45 | 🔄 Atualizado às 22h08 | ⏱️ 2 min de leitura

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Procedimento foi realizado após a PF identificar contradições nos depoimentos sobre operação bilionária

A Polícia Federal (PF) concluiu, nesta terça-feira, a acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. A medida foi tomada após a delegada responsável pelo caso identificar divergências nas versões apresentadas pelos envolvidos durante os depoimentos.

A audiência foi conduzida pela delegada Janaína Palazzo, que coordena a investigação sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro. O primeiro a ser ouvido foi Vorcaro, que prestou esclarecimentos por cerca de três horas.


Quem foi ouvido pela Polícia Federal?

Após o depoimento do controlador do Banco Master, Paulo Henrique Costa foi ouvido pela PF por volta das 17h, apresentando sua versão sobre os fatos investigados. Em seguida, um diretor do Banco Central também prestou esclarecimentos, encerrando a sequência de oitivas do dia.

A acareação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e ocorreu mesmo durante o recesso do Judiciário, devido à gravidade do caso e ao possível impacto no sistema financeiro do país.


O que está sendo investigado no Caso Banco Master?

A investigação apura suspeitas de irregularidades em uma operação de aproximadamente R$ 12,2 bilhões, relacionada à tentativa de venda do Banco Master ao BRB. A negociação acabou não sendo concluída após o Banco Central identificar problemas na análise técnica da operação.

Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e, em conjunto com a Polícia Federal, apontou indícios de possíveis fraudes financeiras envolvendo valores da mesma ordem.


Por que houve questionamentos sobre a audiência?

Antes da realização da acareação, tanto o Banco Central quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) tentaram adiar o procedimento. O Banco Central questionou a urgência da medida, enquanto a PGR avaliou que a acareação seria prematura naquele momento da investigação.

Apesar das tentativas, o ministro Dias Toffoli manteve a decisão, afirmando que o possível impacto do caso sobre o sistema financeiro nacional exige respostas rápidas, claras e diretas.

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