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Jovem desaparecido no Pico Paraná é encontrado com vida após cinco dias de buscas

🗓️ 05/01/2026 – 00h00 | 🔄 Atualizado às 00h40 | ⏱️ 4 min de leitura

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, caminhou mais de 20 quilômetros até uma fazenda em Antonina e será levado para avaliação médica

Jovem Roberto Farias Tomaz é encontrado vivo após cinco dias desaparecido no Pico Paraná
Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado com vida após caminhar mais de 20 km — Foto: Reprodução redes sociais

O jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado com vida nesta segunda-feira (5), após passar cinco dias desaparecido na região do Pico Paraná, o ponto mais alto do Sul do Brasil. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele conseguiu chegar sozinho até a localidade de Cacatu, em Antonina, no litoral do Paraná, depois de caminhar por mais de 20 quilômetros em área de mata.

Apesar de apresentar escoriações pelo corpo e estar sem os óculos, Roberto afirmou que se sente bem. Ele está abrigado em uma fazenda da região, onde recebeu os primeiros cuidados enquanto aguardava a chegada das equipes de resgate.


Relato do jovem emociona familiares

Em um vídeo divulgado pela família nas redes sociais, Roberto falou sobre seu estado de saúde e tranquilizou amigos e parentes.

“Estou cheio de roxo no corpo, com várias escoriações. Não consigo enxergar direito porque perdi meus óculos, mas estou bem”, disse o jovem na gravação.

A mensagem trouxe alívio após dias de apreensão e mobilização intensa de equipes de resgate e voluntários que atuaram nas buscas desde que o desaparecimento foi comunicado às autoridades.


Resgate e atendimento médico

Logo após a confirmação de que Roberto havia sido encontrado, equipes do Corpo de Bombeiros, sob o comando do tenente Ícaro Gabriel, se deslocaram até a fazenda onde ele estava.

O objetivo da operação foi garantir a segurança do jovem e providenciar o transporte até o Hospital de Antonina, onde ele passará por exames médicos mais detalhados. Apesar de não apresentar sinais aparentes de ferimentos graves, a avaliação clínica é considerada fundamental devido ao tempo em que permaneceu perdido e às condições enfrentadas durante o percurso.


Como ocorreu o desaparecimento

Roberto iniciou a trilha rumo ao cume do Pico Paraná no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. De acordo com informações da Polícia Civil do Paraná, o jovem teria se sentido mal durante a subida.

Após passarem a noite na montanha e encontrarem outros montanhistas no topo, a dupla começou a descer por volta das 6h30 do dia 1º de janeiro, seguindo com um dos grupos que também retornava.

Em determinado ponto da trilha, antes da chegada ao acampamento, Roberto acabou se separando do restante do grupo. Um segundo grupo de trilheiros passou pelo local posteriormente, mas já não encontrou o jovem.


Alerta foi dado por outro montanhista

O desaparecimento foi percebido pelo analista jurídico Fábio Sieg Martins, que também estava na montanha. Ao chegar ao acampamento base, conhecido como A1, ele encontrou apenas a amiga de Roberto e percebeu que algo estava errado.

“Bateu o desespero. Eu falei: ‘o guri deve ter se desorientado’”, contou. Assim que conseguiu sinal de celular, Fábio entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para relatar a situação.

A partir desse momento, as buscas foram iniciadas oficialmente, envolvendo equipes especializadas e apoio de voluntários com experiência em trilhas e resgates em áreas de difícil acesso.


Cinco dias de angústia e mobilização

Durante os dias em que Roberto esteve desaparecido, familiares e amigos viveram momentos de grande apreensão. As condições do terreno, o clima e a extensão da área dificultaram os trabalhos das equipes de busca.

Mesmo assim, o esforço conjunto de bombeiros, policiais e montanhistas experientes manteve viva a esperança de encontrar o jovem com vida — expectativa que se confirmou com o desfecho positivo nesta segunda-feira.

A chegada de Roberto à localidade de Cacatu foi recebida como um verdadeiro alívio para todos os envolvidos.


Investigação segue em andamento

A Polícia Civil do Paraná acompanha o caso desde o sábado (3), quando a família registrou um Boletim de Ocorrência. O delegado Glaison Lima Rodrigues já ouviu a amiga que estava com Roberto, além de familiares e outros montanhistas que participaram da trilha.

Segundo a polícia, até o momento, o caso é tratado apenas como desaparecimento, sem qualquer indício de crime.

“Não há elementos iniciais de uma infração penal”, afirmou o delegado, ressaltando que a investigação poderá ser revista caso surjam novas informações relevantes.


Alívio e gratidão após final feliz

Com o reencontro, familiares de Roberto agradeceram às equipes de resgate, aos voluntários e a todas as pessoas que ajudaram a divulgar o caso nas redes sociais.

A história, que começou com apreensão e incertezas, termina agora com um desfecho positivo, reforçando a importância da rápida comunicação às autoridades e do trabalho integrado em situações de emergência em ambientes naturais.


Redação UltimaBrasil

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