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Flávio Bolsonaro minimiza post de Michelle sobre Tarcísio e diz que não vai cobrar apoio

🗓️ 15/01/2026 – 20h00 | 🔄 Atualizado às 21h30 | ⏱️ 4 min de leitura

Senador reafirma pré-candidatura ao Planalto, afirma que foi escolha de Jair Bolsonaro e prega unidade no campo conservador

Flávio Bolsonaro fala com a imprensa após visitar Jair Bolsonaro na Polícia Federal e comenta cenário eleitoral de 2026.
Flávio Bolsonaro durante entrevista em Brasília sobre eleições e apoio político.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (15) que não pretende cobrar apoio público de aliados após uma publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O parlamentar minimizou o episódio e voltou a defender que sua pré-candidatura à Presidência da República está definida e não será revista.

A declaração foi feita depois de Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O senador disse que não conversou com Michelle nos últimos dias, mas reforçou que seguirá trabalhando pela união do grupo político.

Postagens e bastidores da pré-campanha

A movimentação nas redes sociais começou após Michelle Bolsonaro curtir um comentário relacionado a uma publicação da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, esposa de Tarcísio. Em tom simbólico, Cristiane pediu “um novo CEO para o Brasil”, frase que foi interpretada por aliados como um gesto de apoio ao governador paulista.

Questionado sobre o assunto, Flávio afirmou que não houve conversa recente com Michelle, mas destacou que pretende manter o diálogo. “Depois que saiu essa coisa, eu não conversei com ela ainda, mas vou sempre buscar a unidade”, declarou o senador.

Apesar do clima de especulação, Flávio procurou baixar a temperatura política e garantiu que não fará cobranças diretas a ninguém do grupo. Para ele, cada aliado tem seu tempo e sua forma de se posicionar.

“Minha pré-candidatura não tem volta”, diz senador

O senador aproveitou a oportunidade para reforçar que sua pré-candidatura à Presidência está consolidada. Segundo ele, a decisão partiu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro e não há espaço para recuos.

“Tem uma situação concreta colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, afirmou.

Flávio ressaltou que entende o momento como uma fase inicial da corrida eleitoral e que, por isso, não vê sentido em pressionar aliados agora. “A campanha ainda está longe. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém”, completou.

Pesquisa eleitoral e reação aos números

Durante a conversa com jornalistas, Flávio também comentou a pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14), que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro turno.

De acordo com o levantamento, Lula aparece com intenções de voto entre 36% e 39%, dependendo da simulação. Flávio surge em segundo lugar nos cenários em que foi testado, com percentuais que variam de 23% a 32%.

O senador, no entanto, questionou os números e disse que o cenário ainda não reflete a realidade das ruas. “O resultado de hoje não mostra o que nossas pesquisas internas já indicam. Não existe aquela distância entre eu e o Lula”, afirmou.

Para ele, o início oficial da campanha e o maior contato com o eleitorado devem mudar o quadro nos próximos meses.

Defesa de Jair Bolsonaro e pedido de prisão domiciliar

Além de falar sobre política, Flávio Bolsonaro voltou a abordar a situação do pai, que está preso em Brasília. O senador defendeu novamente a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente e informou que a defesa apresentou um novo pedido de prisão humanitária.

Segundo Flávio, Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades no ambiente em que se encontra detido, especialmente por causa do barulho constante na cela. “É um som enlouquecedor. Ele fica quase 12 horas por dia, das 7 da manhã às 7 da noite, exposto a esse ruído. Isso é uma forma de tortura”, declarou.

O parlamentar afirmou que o pai tem problemas de saúde que se agravam com a situação atual e que o estresse tem sido constante.

Preocupação com a saúde do ex-presidente

Flávio relatou ainda que Jair Bolsonaro vive um dilema em relação ao uso de medicamentos. Segundo ele, o ex-presidente precisa escolher entre continuar tomando remédios para conter crises de soluço ou interromper o tratamento, correndo o risco de sofrer desequilíbrios.

“Ele fica aguardando com muita ansiedade cada passo da defesa, especialmente agora, com esse novo pedido para que possa ir para casa”, disse o senador.

Para aliados, a situação jurídica e de saúde do ex-presidente tem impacto direto no cenário político, já que Jair Bolsonaro continua sendo uma das principais lideranças do campo conservador no país.

Cenário político segue em aberto

Enquanto isso, o cenário eleitoral de 2026 segue em construção. A movimentação de nomes como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas mostra que o campo da direita ainda busca consolidar uma candidatura única para enfrentar o presidente Lula.

Flávio aposta na legitimidade do apoio do pai e na continuidade do projeto político iniciado em 2018. Já aliados próximos a Tarcísio defendem que o governador paulista reúne perfil técnico e boa avaliação administrativa.

Mesmo diante das disputas internas, o senador afirma que o foco principal deve ser a união. “Sempre vou buscar a unidade”, reforçou, sinalizando que pretende manter diálogo aberto com todos os nomes do grupo.

Redação UltimaBrasil

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