Maior petrolífera dos EUA afirma ser “impossível” investir na Venezuela sem mudanças profundas
🗓️ 09/01/2026 – 20h00 | 🔄 Atualizado às 22h30 | ⏱️ 3 min de leitura
ExxonMobil envia recado ao governo Trump após pressão para investir US$ 100 bilhões no país sul-americano e cita necessidade de reformas no setor de petróleo

ExxonMobil alerta sobre riscos de investir na Venezuela
Uma semana depois do governo dos Estados Unidos anunciar a captura de Nicolás Maduro sob acusações de narcotráfico e com o objetivo de expandir o controle sobre o petróleo venezuelano, a ExxonMobil, maior empresa petrolífera dos EUA, enviou uma mensagem clara: investir na Venezuela hoje é inviável.
O presidente-executivo da companhia, Darren Woods, afirmou que “hoje, é impossível investir na Venezuela”. A declaração acontece após Donald Trump pressionar as empresas do setor a aplicarem US$ 100 bilhões no país sul-americano para aumentar a produção de petróleo legal.
Histórico de perdas e necessidade de mudanças
Woods explicou que os ativos da ExxonMobil já foram confiscados duas vezes no país. “Você pode imaginar que tentar reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas”, disse ele. A empresa deixou a Venezuela há quase 20 anos, após a nacionalização de seus ativos.
Segundo Woods, mudanças são necessárias tanto no sistema jurídico quanto nas regras comerciais do país. Ele destacou a importância de “proteções duradouras para os investimentos e alterações nas leis de hidrocarbonetos”. Mesmo assim, a empresa enviará uma equipe para avaliar a situação local.
Confiança na cooperação entre EUA e Venezuela
Apesar das dificuldades, Woods demonstrou cauteloso otimismo. Ele acredita que, com a colaboração do governo Trump e das autoridades venezuelanas, será possível implementar as mudanças necessárias para viabilizar novos investimentos.
Desde a saída da ExxonMobil, a Chevron é a única petrolífera americana ainda em operação na Venezuela, mantendo compromissos de investimento no país.
Trump assina decreto para proteger lucros do petróleo
Na última terça-feira (6), Donald Trump anunciou que o governo venezuelano concordou em fornecer até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA. Segundo o presidente, a receita será usada para o bem-estar das populações venezuelana e norte-americana.
Para garantir esses lucros, Trump assinou um decreto que protege os rendimentos do petróleo venezuelano adquirido pelos EUA. Em nota, a Casa Branca afirmou que a medida tem o objetivo de “promover os objetivos da política externa americana”.
Perspectivas e desafios para o setor
Analistas apontam que a retomada de investimentos americanos na Venezuela depende de reformas estruturais profundas. Além de garantias jurídicas, são necessárias mudanças na legislação de petróleo e na proteção de ativos estrangeiros.
Enquanto isso, empresas como ExxonMobil avaliam cuidadosamente os riscos, mantendo um olho nas decisões políticas de Washington e Caracas. A situação reforça que qualquer avanço na exploração do petróleo venezuelano depende de negociações complexas e garantias claras para investidores internacionais.
Redação UltimaBrasil
