Trump recua e decide não impor tarifas a países europeus após reunião com a Otan
🗓️ 21/01/2026 – 21h00 | 🔄 Atualizado às 22h45 | ⏱️ 4 min de leitura
Presidente dos Estados Unidos afirma que decisão ocorreu após diálogo com o secretário-geral da aliança militar sobre a Groenlândia e a região do Ártico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que não irá aplicar tarifas comerciais contra importações de oito países europeus, contrariando um anúncio feito anteriormente. A mudança de posição ocorreu após uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte.
A decisão foi comunicada pelo próprio presidente por meio de uma publicação na rede social Truth Social, onde Trump afirmou ter “estabelecido bases” com a liderança da aliança militar para um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e toda a região do Ártico.
Países europeus deixaram de ser alvo das tarifas
As tarifas haviam sido anunciadas como uma forma de pressão política e econômica. Caso fossem aplicadas, atingiriam importações provenientes de Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Suécia.
Esses países fazem parte da Otan, aliança militar criada em 1949 por iniciativa dos Estados Unidos e que atualmente conta com 32 países membros. Segundo Trump, a suspensão das tarifas ocorre como resultado direto do diálogo com o secretário-geral da organização.
Pressão estava ligada à Groenlândia
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De acordo com o próprio presidente norte-americano, a ameaça de tarifas tinha como pano de fundo a tentativa de pressionar a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos. O território é autônomo, mas pertence à Dinamarca, um dos países citados na lista inicial de nações que seriam afetadas pelas medidas comerciais.
Trump voltou a defender a importância estratégica da Groenlândia para os interesses dos Estados Unidos, especialmente no contexto da segurança nacional e do controle da região do Ártico.
Declaração nas redes sociais
Na publicação feita após o encontro com Mark Rutte, Trump afirmou que, caso o entendimento alcançado seja concluído, o acordo será positivo tanto para os Estados Unidos quanto para todos os países integrantes da Otan.
Apesar disso, o presidente não detalhou quais medidas foram definidas durante a reunião, limitando-se a afirmar que as conversas avançaram e que há negociações em andamento.
Discussões sobre defesa antimíssil
Trump também informou que estão sendo realizadas discussões adicionais envolvendo um sistema de defesa antimíssil conhecido como Cúpula Dourada. Segundo ele, o projeto está diretamente ligado a questões que envolvem a Groenlândia e a proteção da região do Ártico.
O presidente norte-americano destacou que mais informações serão divulgadas conforme as negociações avancem, sem estabelecer prazos para anúncios oficiais.
Autoridades envolvidas nas negociações
Ainda segundo Trump, diversas autoridades do governo dos Estados Unidos estão envolvidas nas tratativas. Entre elas estão:
- JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos
- Marco Rubio, secretário de Estado
- Steve Witkoff, enviado especial norte-americano
Outros representantes do governo também participam das discussões, que seguem em andamento.
Tema já havia surgido em mandatos anteriores
A ideia de anexar ou adquirir a Groenlândia não é nova no discurso de Donald Trump. Durante seu primeiro mandato, o republicano já havia defendido publicamente que os Estados Unidos assumissem o controle do território.
Com o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o tema voltou a ganhar destaque na política externa norte-americana.
Importância estratégica da região
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Trump argumenta que a Groenlândia tem papel fundamental para a segurança nacional dos Estados Unidos, devido à sua localização estratégica no Ártico. Especialistas apontam que Washington busca ampliar sua influência sobre rotas marítimas da região, o que poderia dificultar o avanço comercial da China.
Além disso, a Groenlândia possui reservas de petróleo, gás natural e minerais, embora a exploração desses recursos seja limitada por regras ambientais e regulatórias impostas pelas autoridades da Dinamarca.
Negociações seguem sem detalhes públicos
Até o momento, não foram divulgadas informações concretas sobre os termos do possível acordo citado por Trump. O presidente reforçou que novas atualizações serão comunicadas à medida que as negociações avancem.
Enquanto isso, a decisão de não aplicar tarifas reduz a tensão comercial entre os Estados Unidos e os países europeus envolvidos, ao menos no curto prazo.
Redação UltimaBrasil
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