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Banco Central confirma fechamento de mais de 100 agências do Santander no Brasil

🗓️ 21/01/2026 – 21h00 | 🔄 Atualizado às 22h30 | ⏱️ 4 min de leitura

Decisão atinge unidades físicas em várias regiões e gera surpresa entre clientes, sindicatos e trabalhadores do setor bancário

Agência do Banco Santander com portas fechadas após anúncio de encerramento de unidades no Brasil
Banco Santander encerra mais de 100 agências físicas no Brasil após confirmação do Banco Central

O Banco Central confirmou o encerramento de mais de 100 agências físicas do Santander no Brasil, em uma decisão que pegou milhares de clientes de surpresa e reacendeu o debate sobre o futuro do atendimento bancário presencial no país. A medida ocorre em meio a um cenário de crescimento expressivo dos lucros do banco, mas também de críticas de entidades sindicais sobre fechamento de unidades, redução de pessoal e dificuldades no acesso aos serviços presenciais.

A informação foi divulgada em meio a manifestações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos filiados, que apontam impactos diretos para clientes, especialmente em regiões periféricas e cidades com menor oferta de serviços bancários.


Lucro elevado contrasta com fechamento de agências

Mesmo com resultados financeiros positivos, o Santander tem reduzido sua presença física no Brasil. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2024, o banco registrou lucro de R$ 2,26 bilhões no país.

No mesmo período, a arrecadação com tarifas e serviços chegou a R$ 5,9 bilhões, valor superior ao dobro do total gasto com a folha de pagamento dos funcionários. Para entidades sindicais, esse contraste levanta questionamentos sobre as prioridades da instituição.

Apesar dos números robustos, o banco fechou quase 100 agências ao longo de 2023, com maior impacto em bairros afastados dos grandes centros urbanos, o que, segundo sindicatos, tem ampliado a exclusão bancária.


Exclusão bancária e impacto nas periferias

O fechamento de agências físicas afeta principalmente idosos, pessoas com menor acesso à internet e trabalhadores que dependem do atendimento presencial para resolver questões financeiras básicas. Em muitas localidades, a agência encerrada era a única opção disponível para a população.

Representantes sindicais alertam que a redução da rede física dificulta o acesso a serviços como renegociação de dívidas, atendimento sobre benefícios, esclarecimento de contratos e resolução de problemas operacionais, forçando clientes a recorrerem a canais digitais nem sempre acessíveis.


Denúncias de precarização e crédito consignado

Além do fechamento de agências, a Contraf-CUT e sindicatos filiados denunciam práticas que consideram prejudiciais aos consumidores e trabalhadores. Entre os pontos citados estão fraudes envolvendo crédito consignado, especialmente em contratos firmados com aposentados e pensionistas, e a precarização do atendimento presencial.

Segundo as entidades, o aumento da pressão por vendas, a redução do número de funcionários e o fechamento de unidades estariam diretamente ligados à estratégia de maximização de lucros, em detrimento da qualidade do serviço prestado à população.


Mobilização nacional contra os fechamentos

Diante desse cenário, trabalhadores do setor bancário intensificaram a mobilização em diversas regiões do país. Desde 23 de maio de 2025, uma campanha nacional vem sendo realizada, com ações como panfletagens em regionais do banco, diálogo direto com clientes e manifestações públicas.

O objetivo da mobilização é alertar a população sobre os impactos do fechamento das agências, cobrar mais transparência do banco e pressionar por manutenção do atendimento presencial, principalmente em áreas consideradas essenciais.


Banco Central acompanha mudanças no sistema bancário

O Banco Central acompanha de perto as transformações no sistema financeiro brasileiro, incluindo a digitalização dos serviços e a reestruturação das redes físicas das instituições. Embora o avanço dos canais digitais seja uma tendência global, especialistas e entidades alertam para a necessidade de equilíbrio, garantindo inclusão financeira e acesso igualitário aos serviços bancários.

A confirmação do encerramento de mais de 100 agências do Santander reforça esse debate e levanta questionamentos sobre o papel social dos grandes bancos no país.


Expectativa de novos fechamentos em 2026

Há informações de que o processo de encerramento de unidades deve continuar ao longo de 2026. Sindicatos acompanham a situação e afirmam que novas agências podem ser fechadas, embora nem todas as unidades tenham sido oficialmente confirmadas até o momento.

A orientação das entidades é que clientes fiquem atentos às comunicações do banco e busquem informações sobre alternativas de atendimento em suas regiões.


Debate segue aberto entre lucro e atendimento ao público

O caso do Santander evidencia um dilema cada vez mais presente no setor bancário: como conciliar altos lucros, avanço tecnológico e responsabilidade social. Para trabalhadores e entidades de defesa do consumidor, a redução do atendimento presencial não pode ocorrer sem considerar os impactos diretos na vida de milhões de brasileiros.

O tema segue em debate e deve continuar mobilizando sindicatos, clientes e autoridades reguladoras nos próximos meses.


Redação UltimaBrasil

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